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Foi Assim...

Dia 09/09/09 que a peça foi apresentada. Num cenário desajeitado e simples, com nervosismo a flor da pele, a peça aconteceu. Entre risos e improvisos, a peça correu até bem, mas algumas curiosidades são interessantes ressaltar:


- A calça de Paulo (Renato), não fechava.
- Anne não sabe andar de salto.
- Na hora em que Madalena (Anne) atira em si mesma, um balão estourou e assustou a todos, inclusive a Anne.
- Adriano estourou o balão.
- Anne usou uma arma de brinquedo futurista.
- O cigarro de Paulo (Renato) era de verdade.
- A música tocada por Renato é Fade to Black - Metallica

Roteiro - O Monólogo de Paulo

- Então foi aqui que cheguei. Fiz de tudo nessa vida amarga e cheguei nesse diacho de sala, só.Acho que a culpa é da moléstia da minha infância. A começar por ter sido criado por uma preta velha. Meu pai, aquele desgraçado, deixou-me ainda pequeno. Aí sim está a culpa...
“Começa a tocar seu violão, quando pensa, e diz:”
- Pensando bem, Germana foi meu maior erro. Se não gostasse daquela mulata, não teria matado João Fagundes, nem ido pra cadeia. Tal bexiga de ódio não teria surgido em mim, se meus dias de liberdade não fossem tirados. A culpa de nada ter dado certo foi isso...

“Bebe um pouco, e volta a tocar...”

- Às vezes eu acho que essa inveja toda eu tenho é no sangue. Meu coração bombeia cobiça. Não tenho pena nenhuma de furar o buxo de qualquer um se for pra eu ter o que eu quero. Ainda me lembro de quando Salustiano morreu. Aquele mulherengo, beberrão e incompetente não merecia fim diferente. Ainda deixou o abestalhado de seu filho pra que eu pudesse roubar a São Bernardo. Deviam dar graças a Deus! Eu que tornei esse lugar um lugar ajeitadinho. Deviam dar graças a mim por ter matado o velho da fazenda ao lado, aquele filho duma égua estava chegando-se muito nas minhas terras, mas no fim as terras deles vieram para as minhas mãos. Agora, Luis Padilha se contenta em dar aula na escolinha que eu fiz aqui...
“Com um ar entristecido, começa a se enfurecer..."
- Aí... conheci ela... Madalena...“
"Entra Madalena, com um tom agressivo e diz:”
- Eu acredito num governo comunista, onde o povo governa. Não nasci pra passar o resto de meus dias ao teu lado, seu miserável. Vou pra onde nem o escuruviru dos infernos te aceita, homem!
“Dá um tiro em sua cabeça e morre...”
Paulo – Mas esse diacho de mulher teve a capacidade de sujar meu chão, depois de tudo o que me fez? Essa rapariga veio aqui como uma boa professora, que dava aula pra meus criados. Quando vi que tinha que ter um herdeiro, resolvi me casar com ela. Mas ela falando desse diacho de comunismo, liberdade de não sei o quê, destruiu minhas melhores amizades...Culpa dela eu ter terminado assim, só e doido, por que pr’um cabra ficar falando só toda hora...A culpa é dela!

“Em tom de descontentamento ele deixa de lado o seu violão... e diz:”

A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi dessa vida agreste, que me deu uma alma agreste.